A musiquinha do restaurante ficou tocando por um bom tempo. Pensei que não iria terminar nunca. Resolvemos sair um pouco pela cidade para tomar sorvete já que fazia muito calor. Nos deparamos com uma loja que tinha tvs para o lado de fora e com som super alto, de cinema. O povo se reunia por lá só para prestar atenção no filme. Todo mundo de pé, com vendedores andando de um lado para o outro com produtos tipo balas e outros doces. Estavam assistindo Rambo. Que engraçado.
Dia seguinte acordamos cedo, tomamos café da manhã. Eu tava com dor no dedo, claro. E um pouco preocupada se iria conseguir fazer a viagem. Como estive muito estressada, eu tinha medo de que passasse mal durante a viagem. Assim que o guia chegou, ele disse que o sobrinho dele iria conosco. O nome do menino é Jesus. Aí o pai falou: Se Jesus vai com a gente, não tem problema algum. Acho que era sinal. E a placa aí também. Dizia, segundo minha leitura: Palenque - Eu Consigo. hahahaha. E na minha cabeça eu pensava. Putz, é o lugar que eu quero ir. Depois deste, qualquer lugar é moleza, mas eu realmente preciso aguentar e curtir este lugar. Acabou que dormi durante a viagem de 2h e não me senti mal. Foi relaxante.
Chegando lá corremos ao banheiro, mas tudo normal. A fila era enorme e poucos banheiros disponíveis, mas tudo deu certo no final. A ansiedade era muita. Não via às horas de conhecer a famosa cidade maia escondida no meio da floresta.
Caminhamos alguns passos e nos deparamos com o Templo dedicado ao Inframundo.
O pai tava que não se aguentava. Ele queria subir a pirâmide, mas o guia queria explicar tudo. O pai falava: Acho que dá pra subir essa... Vamos subir essa...Acho que podemos subir essa. hahahaha. O guia vira pra ele e diz que sim, mas que acha melhor que subam na próxima porque dá para ir até o seu interior e visitar o túmulo da esposa do Governante, o homem maia que fez a cidade da Palenque prosperar e ser super reconhecida até que o desastre natural derrubou e acabou com a cidade.
No meio de árvores centenárias, a gente podia presenciar os restos de uma civilização que foi altamente desenvolvida.
Giselinha fazendo pose para a foto. Pai ao lado esquerdo já querendo visitar o restante. Estamos a caminho do palácio.
Carinha da Giselinha de desgosto de ter que entrar no labirinto do palácio, depois de subir algumas escadas (olha o que a falta de preparo físico não faz) e com a dor no dedão.
Tava escuro, tava fechado, mas o espírito Indiana Jones tomou conta da gente. Entramos por um corredor escuro onde o guia dizia que as pessoas deitavam e meditavam ali para se prepararem para o inframundo, ou seja, as 9 etapas que a pessoa teria que passar na escuridão ao morrer até chegar ao céu. Mas como a gente tem maravilhas modernas, a gente virou pro Mario e falou: liga a luz ae do seu boné. Boné high-tech por sinal. Foi super útil para reparar nos detalhes, inclusive encontrar morcegos nas cavernas do labirinto.
O fim do inframundo consistiu em uma escada íngreme de 9 degraus. Tudo super estreito pra mostrar quão dificil é chegar até o céu. Mas eu queria sair de qualquer maneira e respirar ar livre então subi o mais rápido possível. Todo mundo curtiu e agora o pai tava mais paciente e querendo saber de toda a história dos habitantes desse palácio habitável. A pirâmide de atrás foi dedicada como túmulo ao Governante. Fecharam o acesso depois que muita gente entrava por lá e danificava o interior da pirâmide.
Parada para tirar foto do banheiro. Eles também tinham salas especiais para suas necessidades e banhos. A estrutura era interessante e eles inclusive tinham todo um canal como próprio saneamento.
O lugar era imenso! E cada local tinha sua finalidade. O guia foi gente boa de tirar foto da gente. Nessa foto, o pai tá empurrando a mãe que tá me empurrando, que tô empurrando o Mario. Por isso tá todo mundo juntinho. Ninguém caiu. hahahaha.
Passeando pelo palácio podemos ver os trabalhos de restauração que foram feitos no local. A torre, por exemplo, deveria ter só dois andares, mas por engano fizeram um a mais. Acontece.
Nesta parte do palácio apresentavam os prisioneiros à população e, certamente os executavam. A gente podia ver esculturas nas paredes de pessoas que foram supostamente julgadas aqui. Alguns homens e algumas mulheres.
Há boatos de que havia civilizações comandadas e cujas mulheres eram guerreiras. Pelo menos umas 2h e meia de viagem desse local.
Pai chistosito curtiu fazer palhaçada nas fotos. hahahahahaha. Todo mundo tava curtindo muito visitar as ruínas por dentro.
Falei pra mãe começar a tirar foto em movimento. Como diz ela, foto com emoção. Meu dedão sem poder dobrar. Tinha horas que incomodava demais. Tanto que não consegui subir direito nesse próximo lugar. Pelo menos a mãe tirou foto.
Os detalhes são super interessantes e deve ter sido muito bonito ver tudo em vermelho com esse pigmento que eles usavam antes.
Fomos para outra área onde havia templos. O guia disse que o templo da fertilidade é o mais alto então resolvemos subir nesse. Eu tô admirada de como Jesus tá subindo com maior facilidade as escadas dali. Falei pra mãe: tô até usando tênis vermelho pra você não me perder na multidão. Atrás dá pra ver o templo do sol. Detalhe que só um pedaçõ do templo está pra fora. O restante com certeza está debaixo da terra. Muitos dos locais dali estavam parcialmente desenterrados.
Mãe quis tirar foto da gente e o pai veio me abraçar. Que chistosito.Deveria estar contente de ter a gente ali.
Ae veio o hermanito também. Ele tá felizinho e abraçando o pai. What a miracle.
Daí eu falei: Vamos lá do outro lado pra tirar foto da vista, que tá dahora. Mas essa foto legal da cidade inteira está na máquina do pai. Quero ver quem vai descarregar ela agora.
Essa é uma ideia de como seria a cidade antigamente. Tudo em vermelho.
Depois fomos almoçar num restaurante bem legal. Tinha um monte de iguanas. A comida era muito boa e serviam bem. Se era pobre não me lembro. Os pais se perderam brevemente na saída. Mas o guia achou eles rapidamente. Eu acho que os maias não desapareceram. Acho que foram transformados em iguanas.
Eu tava super feliz porque tinha realizado o sonho de conhecer Palenque-Chiapas. Como foi a 1a pirâmide que eu vi, foi bastante emoção. E sem passar mal também. Valeu muito a pena e pra mim já tinha pago a viagem. A cidade de Palenque é muito rica em história e também é muito bonita. Acho que todo mundo deve ir visitar. É pouco conhecida pelos turistas embora eu tenha visto muitos turistas locais. E ela precisa de um pouco de investimento pra que se preserve mais o local. Além disso, a região de Chiapas é muito pobre e mais turistas certamente ajudaria no desenvolvimento da cidade. O povo de lá é muito legal e as bananas de lá são ótimas! Eu também aderi a campanha: Visite Chiapas!
Putz, suas fotos dao de 10 a zero nas fotos da mae. Tem mais detalhes e da p acompanhar sua historia. Muito joli. Tamb quero visitar Palenque. Ferias ao meu estilo, curti. Muito bonita a foto sua com o pai e a de vcs com o hermanito. Tem que mandar fazer quadro. Nao vi os videos ainda, vejo depois.
ReplyDeleteSão minhas fotos, btw
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