Friday, March 21, 2014

Defesa da Jérika - Março de 2014

Tudo começou com a apresentação! A Jérika treinou várias vezes com o gato Sam. Pena que ele dormia todas as vezes. Então quando foi de verdade tinha que ser com mais emoção. Pra começar nada do que ela tinha planejado para esse dia foi como ela esperava. Primeiro tiveram problemas com trânsito, pegar chave da casa, mesas e tudo mais. Apesar disso, fomos nos três: Jérika, mãe e eu de carro e enquanto passavamos pela facul eu parava para colocar lembretes indicando o local da defesa. O lugar era grande e a Jérika ficou nervosa porque não conseguia ligar a apresentação através do pc dela. Isso a gente acabou resolvendo com uma amiga da Jérika apesar de que o responsável foi chamado. No fim, ela teve que se virar com o que tinha 

Depois de 45min de apresentação e já com a voz dela quase sumindo começaram as rodas de perguntas. Perdi as contas, mas havia pelo menos umas 5 pessoas como membros da banca. Eu não aguentei ficar o tempo todo. Eu sei que a mãe dormiu. Mas o que ela assistiu ela queria ir xingar o membro da banca. As perguntas eram difíceis e fora do tema então eu tinha medo que a Jérika perdesse a paciência e xingasse todo mundo. Ainda bem que ela se controlou. Eles estavam fazendo a função deles, mas eu sei que ela é estourada. E o resultado, foi que ela passou mesmo. Fizeram ela usar um chapeu legal de formatura mas acho que ela não curtiu muito. Pensei que ela fosse chorar, mas nada. Que decepção. Já estava com a câmera exclusiva para registrar o momento. O vídeo do momento final está a seguir. 
Enquanto isso na cozinha improvisada as pessoas preparavam os salgadinhos para serem servidos na recepção. Falando nisso me esqueci de pegar os congelados de salgadinhos com a Jérika.
 

O resto foi só festa. Cada um se reuniu na mesinha que mais ficava à vontade ou de pessoas que conhecia. O povo que bebe foi logo pras primeiras mesas. Foi legal e o povo demorou para ir embora. Saímos cansadas a mãe e eu porque tinhamos acordado cedo naquele dia. 

Essas séries de fotos foram tomadas pelos amigos da Jérika que compartilharam no face. Acho que são as amigas do curso de holandês e agregados. 

Essa foto foi compartilhada pela amiga da Jérika. Esses são os amigos latinos dela. São todos doidos e animados e a mãe curtiu conversar com eles. 

Eu não conhecia ninguém e a Jérika queria que a gente desse atenção para a família do Henk. Aí eu fui conversar com eles. Estava tirando umas dúvidas de español do pai do Henk. 

Não via as horas que os salgadinhos chegassem perto de nós. A moça gente boa deixava eu pegar 2 de uma vez. 

Depois tiraram fotos da gente. Pena que foram censuradas. Câmera da mãe também não funcionou direito e não tive acesso à elas. Só sei que depois que todo mundo estava felizinho com a recepção a Jérika mandou ajudar a arrumar tudo. Que preguiça. Desde esse momento começou o batente no 1o mundo. Nunca limpei tanto na vida. Nem no apto eu limpo. Ruim ter ficado doente também. Aí o corpo ficava mais cansado. 

Jérika ganhou vários presentes, várias flores também. Essa foto mostra algumas. Até champanhe ela ganhou. Só não sabemos quem presenteou com o quê. Mas foi legal. Deve dar um alívio terminar essa fase. Não sei se ela pretende continuar estudando. Mas tem que ter muita paciência.

Wednesday, March 19, 2014

Viagem para Londres - parte 2


Continuando o passeio de Londres a gente foi ver a Plataforma 9 - 3/4 do Harry Potter. Ela está localizada bem na saída do trem que a gente tinha tomado para Londres. Só tive que aguentar fila. Claro que as pessoas eram engraçadas, mas eu ainda estava com o peso da mochila. Na hora de tirar a foto coloquei a mochila de lado e pedi pra usar o cachecol dos maus. 1o porque eu queria ser diferente e não lembrava do nome dos que tem a cor amarela e, 2o porque tanta gente tinha usado o vermelho que eu já estava com nojo. Aí a mãe resolve querer tirar foto junta e o cara diz: Senhora, coloca as mãos nos ombros dela. Mas a mãe surda não ouvia nada e aí o cara disse: Ah, quer colocar a mão na cintura então vai na cintura mesmo. A gente acabou comprando a foto que por sinal ficou igual a essa. 
 
Não contente, além de fã de Harry Potter eu também sou fã de Doctor Who. E ir pra Londres pra fazer turismo igual aos demais eu não curto. Eu posso tirar uma foto da internet e dá no mesmo. Então eu procurei como chegar no museu do Doctor Who e já tinha tudo anotado e na cabeça também. Eu sabia que era um bairro mais fuleiro e que a mãe ía reclamar se soubesse então fiz mistério. Ela foi mais ou menos percebendo pelo jeito que as pessoas agiam e se vestiam nas estações de metrô, mas eu não falei nada. Quando a gente saiu do metrô ela quase surtou, queria ir embora já. Mas aí eu fui firme e falei: Só vou embora depois de visitar o museu. E fui andando.

 Lá a gente encontrou um estádio de time de base. Era bem grande e legal por sinal. Eles tinham várias coisas lá. E estátuas. A mãe quase comprou uma jaqueta mas tudo é caro quando a gente troca para reais. E depois fiquei sabendo que esse bairro é bem esportivo e foi ali que aconteceram as Olimpíadas. Mas voltar lá já não dava mais tempo. É longe de onde a gente estava hospedadas.
Quando eu finalmente cheguei no museu eu fiquei super felizinha. Tinha tudo e eu queria comprar tudo. Pra não dizer que não gastei nada pedi pra mãe comprar um chaveiro. Mas foi emocionante ir lá, ver os bonecos e até entrar no Tardis (máquina do tempo). A mãe queria ir embora logo, mas eu fiquei até o último. 


















A mãe não pode reclamar porque a gente almoçou pelas redondezas por apenas 1 libra. Só que era comida oriental e com bastante pimenta. hahahahahaa.

Daí pegamos o metrô até o centro histórico pra não dizer que não passamos por lá. Eu não quis saber de entrar em museu pra ver gente morta e ainda ter que pagar por isso. Então foi uma visita mais rápida. Esse lugar é a Tower of London onde estão as jóias da realeza. A mãe disse que as jóias da Dinamarca são mais bonitas então não fiz questão de entrar ali. 

Depois a mãe começou a dar indiretas de que nunca tinha passeado de barco pelo Tâmisa. Então eu fui lá e quis convidar o passeio. Ela pagou no final. Ela ficou toda felizinha apesar de que estava frio e ventando. Provavelmente por isso que ficamos doentes. 
Essa era a expectativa da mãe: barco de turista de luxo. Mas como eu disse anteriormente eu não curto bancar a turista. Pra mim tem que se viver como a pessoa local. Então sem a mãe desconfiar eu comprei passagens do barco local de transporte, tipo metrô ou aquele de Niterói.


O nosso barquinho era esse aí, azulzinho. A mãe reclamou um pouco, mas ganhamos desconto porque tínhamos passagens de metrô para o dia todo. O passeio de 25 libras a gente pagou 4 libras e mais rápido. 
Os barcos turistas esperam lotar e a gente não precisou esperar. Logo de cara a gente viu a ponte London Bridge que é realmente muito bonita. Agora eu estou curtindo ver as pontes do mundo. 

Demos sorte de ver um navio de guerra que estava ancorado ali. Dava para visitar mas a gente pegou o barco do outro lado e ainda tinha muito o que ver antes que escurescesse. 

Mas pra mim o que valeu a pena foi essa visão. Eu finalmente fui pra Londres e conheci o Big Ben. A mãe chistosita perguntou que horas eram, tava ali bem grande, até eu conseguia ver. Tudo isso foi no 1o dia e já tinha pago toda a viagem. 

Já a mãe  curtiu essa praça. A Trafalgar Square. Fica perto do Museu de Artes - National Gallery. E dá para ver a roda gigante de Londres e o Big Ben dali também. A gente passou por lá de dia e de noite. Eu curti os dois. 

Fomos ver a rainha também. Esse é o Palácio de Buckingham. A mãe disse que está bem decaído e que vão permitir a entrada do público em breve para arrecadar fundos para manutenção. Eu vi os soldadinhos mas não vi a troca da guarda. 

Uma das coisas que eu mais curto em cidade grande é poder ir ao teatro. Londres tá cheia deles e esse aqui parecia ser super legal. Pena que são caros, mas no metrô eu vi propaganda de um Festival de Flamenco e não pensei 2x. Comprei as entradas e dei de presente pra mãe pelo niver dela. Eram os últimos lugares mas pagamos 12 libras. Bem mais barato. E valeu a pena. A mãe quase paga mico porque às vezes os artistas ficavam em silêncio e o estômago dela fazia barulho. 
Essa é a vista de frente do Museu Britânico. Várias peças que eu queria ver já não estão mais lá. Elas mudam de endereço a cada ano. Que pena. Mas valeu sim, até porque é de graça. A mãe tirou um monte de fotos de decoração chinesa e islâmica pra fazer na sala de casa. Cuidado pai. Ela queria tudo que era porcelana chinesa que tinha lá dentro. Que perigo. 
E essa foto tirada à noite é do Picadilly Circus. Uma pracinha que divide o centro cultural do Chinatown. A partir daí a câmera da mãe já começou a ficar ruim. à noite tinha muita gente nas ruas, sobretudo jogando bola em campos tipo Gol Mania. 

Essa fotinho eu curti bastante também. O uau uau tinha a roupa do Sherlock Holmes. 

Viagem para Londres - parte 1

Tudo começou super simples, fui super cedo para o aeroporto para não ter problemas com trânsito. Sabendo que é Spring Break e feriado eu não poderia arriscar. Cheguei 3 horas antes do horário de embarque e estava felizinha, numa boa, esperando o avião para partir. Detalhe: o avião não chegava nunca. O avião deveria sair as 6:05pm para que eu pegasse a conexão que saía às 8pm de Dallas. 6:05pm e eu estava ainda embarcando. Quando tudo parecia ok e o avião que finalmente tinha chegado, atrasado (e diga-se de passagem estava lotado pelo cancelamento de um voo anterior) o piloto nos diz que há tempestade no caminho e que eles precisavam estudar uma rota mais segura. Eu não estava ligando em perder a conexão mais porque segurança em 1o lugar. Mas aí decolamos, parecia parque de diversões e chegamos às 7:25pm. Eu tinha tempo de sobra de ir de um terminal ao outro. Mas aí não tinha vaga para estacionar o avião. Entrei finalmente no aeroporto por volta das 7:50pm com uma moça me esperando dizendo que minha conexão estava aguardando. Eu acho que ela nos levou pelo caminho mais longo e no fim, tive que correr ate o trem do aeroporto e dali até a entrada de embarque. Ainda bem que estava com preparo físico, mas com mochila foi difícil. Quando chegamos em Londres, nos avisaram que não tinha vaga para o avião e mesmo assim quando conseguiram, a porta de saída não abria. Eu cheguei à tempo pra minha conexão, mas já estava cansada mentalmente. Nem me fizeram muitas perguntas e eu saí logo de cara porque minha maleta foi a primeira a sair também. Encontrei a Jérika na saída e ela me levou para tomar um lanchinho. Um hamburguer de frango que era minúsculo. Mas como tudo lá é caro, nem quis arriscar comprando mais. Ela me comprou umas garrafas de coca zero para a próxima viagem. Esperamos a mãe e a Jérika dirigiu numa boa até a casa dela. Estávamos cansadas e fomos logo dormir. 
No dia seguinte a Jérika nos levou até a estação de trem onde passamos pela alfândega. A moça pergunta para a mãe: Onde você se sente em casa... pra mãe ainda. Ela que se sente em casa em tudo quanto é lugar. hahahahahaaha. O trem passou pelo norte da França e logo pelo túnel. Não vi quase nada que capotei no sono. Mas a mãe quis tirar essa foto quando chegamos lá. Resolvi colocar as fotos de acordo ao assunto ao invés de seguir a ordem que a gente (ou melhor dizendo, a mãe tirou as fotos).

Assim que saímos do trem, já estávamos numa estação de trem próxima à do lugar em que íamos ficar. Eu curti bastante o local que a gente ficou. Esse era o prédio onde nos hospedamos e dentro tem vários quartos também. Quando o cara nos perguntou se precisávamos ajuda com as maletas porque o quarto ficava no 2o piso eu falei que não porque pra mim, o andar de baixo da rua contava como 1 e o andar na rua contava como o 2o. Mas eu esqueci que era Inglaterra e eles contam o sótão, o térreo pra depois contar o 1o e etc. Tivemos que subir 3 andares, 43 degraus com as maletas. Eu já estava super cansada. Não via às horas de deitar um pouquinho. E ainda nos deram cama de casal porque eles tinham entendido errado. Ou a gente tinha entendido errado. O vocabulário é diferente e a gente se confunde.

Foi traumatizante pra mim nos primeiros 5 minutos porque já no aeroporto de Londres a gente teve que pegar busão. E a mulher sentou do lado ao contrário de dirigir e ía pela esquerda toda doida. Demorou pra cair a ficha e lembrar que eles dirigem no sentido contrário da gente. E mais triste ainda tentar atravessar as ruas. Aí a gente realmente teve que ficar esperta com sinal de trânsito pra não ser atropelado nem por carro, nem por bicicleta. Eu sei que Londres se importa bastante com o meio ambiente até por ser a pioneira, mas eu custei a encontrar coisas que sejam ambientalmente corretas. Isso porque eu esperava ver alguma coisa diferente como se ve nos States. Mas é tudo tão parte do cotidiano que eles conseguiram realmente fazer as mudanças sem afetar o sistema de vida das pessoas. Esse carro aí achei o máximo. Todo elétrico com ponto de carregamento. Estava á venda ainda. 

O nosso café da manhã podia ser no próprio prédio, tipo continental ou então podíamos caminhar até a facul da frente e tomar café com eles. Eu escolhi o café tipo inglês e como tava com fome, não foi problema. De diferente eles tinham linguiça, vários tipos de ovos e feijão. 
Eu ficava olhando os doces e bolos nas lojas também, mas como era tudo caro não dava pra ficar gastando nisso. Eles tinham bastante frituras também e meu estômago já estava cheio do café da manhã. 
Falando de coisas estranhas e diferentes, a gente achou essa pia de banheiro. Ela lava a mão no meio e seca as mãos nos lados onde tem esses ferros pra fora. É bem legal, mas a gente tem que ter cuidado pra não fazer a água voar com sabão.