Tudo começou quando o pai desistiu de vir para os States por nao ter que enfrentar a entrevista na embaixada e porque não queria vir mesmo. Então decidimos que, pelo menos, nos encontraríamos em algum lugar próximo. Falei para eles irem para o México que sairia em conta pra mim já que estava sem argent. Começou aí a novela mexicana. A mãe queria visitar o México inteiro e não conseguia um tour completo. Teve que brigar com a agência, mas no final deu tudo certo. Ela pegou um bocado de pacotes que complementados passavam por todos os lugares que ela queria. Eu só fiz um pedido. O de que passassem por Palenque. Sempre vejo na tv que visitem Chiapas. Então eu tinha que ir né? Combinamos de nos encontrar em Villahermosa, mas acabei comprando passagem pra nos encontrarmos no aeroporto de Mexico City. Eu teria que dormir uma noite lá e encontrá-los no dia seguinte. Como tinha pouco tempo, só participaria 1 semana com eles e iríamos para o sul do México. Cheguei no hotel e por causa dos bônus ganhei minha estadia num hotel perto ao aeroporto. Não dormi. Tinha uma festa logo ao lado e a música alta não parou até umas 4 da manhã. Eu tava com medo de perder a hora porque trabalhando de noite eu apagava e só acordava ao meio dia. Também estava preocupada porque meu excesso de estresse me fazia passar muito mal logo cedo e eu tinha medo que isso atrapalhasse meus passeios. Fui equipada com remédios, repelente, protetor e até fralda. Tudo pra poder conseguir terminar as viagens com pelo menos um pouco de conforto. Por não dormir direito me sentia um pouco mal de manhã e decidi tomar café da manhã para pelo menos ter algo no estômago. Comi umas almondegas que eram super ruins e o gosto ficou na garganta por um bom tempo. Eu tava ansiosa de rever a family e com muita dor no estômago. Tava até com medo de perder o avião. O legal foi ver que os banheiros do aeroporto te faziam sentir como se você estivesse numa pirâmide. hahahahaha. Tava triste porque iria ver a family, mas não iria ver as cães. :( Na casa da Jé pelo menos tinha o Samekinho. Mas foi bom ver eles. Só de ficar lá batendo papo com o hermanito já me desestressei. Infelizmente me tiraram do lugar que tinha escolhido no avião e fui sentada na frente, logo depois da 1a classe. E partimos para Villahermosa.
No começo da viagem, a gente tava impressionado com a paisagem. Tava quente, claro. Plena selva. A cidade parecia Nova Iguaçu. Eu curti bastante. Prefiro ir pra cidade pequena em viagens.
Daí fomos passear no parque da cidade que eh um zoológico local e um museu arqueológico ao mesmo tempo. A gente deu voltas em círculo várias vezes e todos queriam ir embora até que a gente viu o mapa com uma trilha enorme.
O cara que descobriu as ruínas desse povo Olmeca colocou as peças em exposição no parque em contato com a natureza e os animais. Foi bem legal. E bom início. Não havia construções, eram só esculturas. Mãe tá reclamando nessa foto que não quer tirar foto tipo Monk.
Ae fotinho com o hermanito.
As guacamayas são animais símbolo de Honduras e essas coloridinhas e vermelhas estão por todo o México e América Central. Parece que tem um calombinho na testa. Mas são parentes das araras.
Mãe curtindo que eu tô tirando fotinho. Ela fica felizinha.
As formas são estranhas e parecem ou macacos ou bebês gigantes. Eles adoravam o jaguar. Mas muitas pessoas na cidade ainda mantêm esse tipo de estrutura da cabeça e devem ser descendentes diretos dessa civilização.
Pai tirando onda com a estátua. A gente tava chorando de rir porque viu um rapaz quase tropeçando e arrastando o pai dele por uns bons metros em plena descida. Não caíram por milagre, mas quem viu chorou de rir. Eu não vi. Mas tava rindo da mulher que viu e da risada do hermanito que não conseguia se controlar.
Falei pra mãe, to com meu tênis vermelho pra você não me perder na multidão. Não adiantou. Mario e eu vimos uma ponte colgante e fomos por lá. Os pais não quiseram ir por lá e se perderam pela floresta. A gente chegou nessa cabeça colossal. A maior de todas elas e que pesa pelo menos uns 250kg.
Mario tava um pouco preocupado com os pais mas falei pra ele esperar um pouco que seguramente eles seguiram a trilha alternativa que levaria até aí. Tinha gente de cadeira de rodas e eles não poderiam passar pela ponte. Demoraram uns 5 minutos até ouvir a mãe gritando: Gissssseeeeella. Virei pro Mario e falei: O louco, que milagre que ela não te chamou. Ele disse: Pois é, 1a vez nessa viagem que ela não grita meu nome. Aí vem ela e o pai todos felizinhos que pelo menos estavamos juntos.
Eles ficaram com medo de ir pela ponte, mas era obrigatório ir por outra ponte para chegar na saída. O guia falou que não era época de mosquitos e não levamos repelente. Mas tinham muitas abelhas.
Fomos procurar lugar para almoçar umas 3 da tarde. Não queríamos fast food e queríamos experimentar o peixe lagarto que eles tanto falavam. Não conseguimos encontrar lugar que vendesse isso, mas pelo menos esse restaurante vendia peixe. Ae de boa, calorzão, restaurante com música da selva, Musica de Villahermosa, lotado e sem ar condicionado, vem a abelha e morde meu dedão. Carinha de dor da Giselinha. porecita.
Os pais quiseram seguir conhecendo a cidade enquanto ainda estava claro e fomos na praça principal. Estava tudo bonitinho, mas comecei a ter alergia à picada de abelha e a me sentir mal e sem fôlego. Tava assim em Mexico City, mas achei que era de excesso de peso. Depois descobri que em Mexico City era de altura mesmo. Aí em Villahermosa era calor mais a picada. Tive que voltar para o hotel e tomar o expec porque meu braço tava cheio de pontos vermelhos e mão inchada como a cara dos sujeitos lá. Acho que eles se drogavam com picada de abelha. Vai saber. Ficamos assistindo um pouco de tv no quarto dos pais e depois tentei escrever minha tese enquanto podia. Com o dedo inchadão e sem pomada tive que usar pasta de dente para aliviar a dor e a coceira. Depois a mãe me deu o ointment que cura lepra e tinha que ficar repassando a cada 4h.
Putz, muito legal com os videos no meio. So risada com a cara da mae no segundo filme. E o Mario ta olhando p o ceu p q? Curti! Gravacao boa por sinal, milagre!
ReplyDeleteTínhamos uma tv por isso Mario olhava p cima. Eu curti a música. Nao é fácil ver um xilofono.
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