Descemos pra tomar café da manha e vimos o pai e a mãe brigando com o povo da recepção. O pai no desespero de sair desse lugar, a recepcionista falando que não tinham feito reservas para o café da manha deles. Pra completar, a mãe tava mentindo pra recepcionista dizendo que a gente tinha que ir logo porque uns amigos tinham combinado com a gente de ir de carro fazer tour por ai. Isso que no 1o dia nos avisaram, jamais aceitem convites de pessoas que se dizem amigos e que queiram levar em tours. Ai pronto. A recepcionista começou a ficar preocupada e não queria deixar a mãe sair. O pai começou a reclamar, xingar e falar um monte de palavrões. Hermanito tava ruim e não queria sair do quarto. Falaram pra gente que só iriam passear por Can Cun. De repente no xingo fizeram o Mario descer e saímos do hotel pra pegar o carro. So que o chão do hotel era áspero e com buracos. Meu chinelo ficou preso entre dois blocos e rasgou. Comecei a chamar o pai e a mãe que estavam andando a mil pra avisar que tinha rasgado e que eu ia subir pra colocar tênis. Eles vieram na maior pressa com o carro já e mandaram eu entrar no carro logo. Falei pra eles do chinelo e me disseram que iriam comprar outro. Ai pensei, nem precisa. A gente vai logo ali na praia ao lado e vamos nadar, então não vai fazer diferença. Giselinha e hermanito caímos no sono. Acho que acordei depois de 1h ou 1h e meia e vi a placa Playa del Carmen, ultima saída. Ai começou o desespero. Falei: Mãe, onde a gente tá indo? E ela falou na naturalidade: Tulum. Ai comecei a ter chilique. Reclamei que tava sem chinelo, que era um absurdo. Eu nao iria poder caminhar em lugar algum e que queria ir no banheiro. Tulum era 2h e meia de viagem. Estávamos na metade do caminho. Pedi pra parar para ir no banheiro e a mãe entrou na estrada expressa. Xinguei um monte. Sacanagem. Não tinha como sair de lá. E ela ainda fala que espere ate chegar em Tulum. Detalhe: Tulum não eh uma cidade. Eh uma ruína. Vai saber se tem banheiro lá. Depois de muita reclamação, eles pararam em um posto de gasolina. Não tinha banheiro público e Giselinha teve que pegar o chinelo emprestado do pai. Falaram para que a gente atravessasse a avenida (estrada), por sinal e perguntássemos no posto do outro lado. Chegando lá queriam cobrar 1 dólar. E a gente não tinha nem um centavo. A moça ficou com pena e deixou eu usar o banheiro. Depois, como o pai não conseguiu sair do carro porque não tinha chinelo, resolvemos parar numa loja tipo walmart pra ver se encontrávamos um. O problema é que meu pé é grande e deformado. Então não conseguimos achar um que servisse. Mais fácil comprar tênis, mas só vendiam chinelos. Aí a mãe viu um chinelo rosa e me fala: Esse tá bom, tá bonito. O chinelo rosa dela era metade do meu pé. Acho que era para criança. Sei lá. Resultado: eles falaram que iriam comprar outro em Tulum. Eu já tava irritada. E com calorzão.
Chegamos nas ruínas e tinha um monte de lojas. O pai insistiu numa loja lá e eu fui experimentar os chinelos. Só que como meu pé é deformado, nenhum servia. Ai o pai diz: Se você quer chinelo confortável porque você não compra chinelo usado? Aí, Giselinha que já tava de saco cheio falou: Ótima ideia, onde eu consigo achar essa loja de chinelo usado? Aí pronto, o pai xingou um monte. No final, comprei um azul lá que dizia I love Tulum. Até porque não ía ter como ficar andando por aí sem chinelo. A areia tava quente. Tulum é uma ruína ao lado do mar. A única em todas as Américas.
Pra nossa sorte, agora que tinha acabado a amizade, encontramos uma mulher que vendia pacote turístico. Ela era tão engraçada que o pai se esqueceu que tava bravo e acabou prometendo que iria mandar para ela e para a família dela toda um monte de CD do Roberto Carlos, que ela era fã. O pacote turístico era a visita as ruínas e um passeio de barco com snorkel. Daí ela vira pra mim e fala: Tô deixando tudo com você. E me deu todos os papeis. Então fomos ver as tais ruínas. Como a gente não tava preparado para essa viagem, ninguém tinha levado garrafa de água. Hermanito não tinha nem tênis, nem chapeu. E ainda tava doente, coitado. Dizia ele: Nunca senti tanta falta de Lorena na vida.
Olha o detalhe do meu silêncio quando a mãe comenta do chinelo rosa.
Entramos numa boa, tudo bonitinho.
Mãe posando no arco da ENTRADA. E depois algumas fotos da ruína.
A minha cara e a do hermanito de poucos amigos. A gente queria caminhar pela sombra, mas o pai queria ir no solzão.
Essa é a última foto de nós juntos. Não sei como eles se perderam a partir daqui. Depois encontrei o hermanito que tava sozinho. E fomos andando juntos até a saída, que por sinal, era super fácil de achar. O circuito era praticamente reto.
Enquanto isso, os doidos se perderam e tiraram um monte de fotos.
O pai felizinho. Segundo ele: Foi o melhor lugar que ele visitou.
Mãe curtiu tirar bastante fotos.
Essa é na praia das tartarugas. Eles tem um sítio de desova logo ali.
Mais ruínas e também a vista ao mar. Enquanto eles estavam ali, a gente já tinha saído estávamos esperando por eles já.
Dava para descer e nadar com as tartarugas, inclusive. Acho eu.
sorte que eu tinha levado um pouco de dinheiro, então deu para comprar um sorvete. a gente tava com muita sede e não tinha lugar pra comprar água. Eu tinha um pouco mais de dinheiro guardado em caso a gente não encontrasse os pais.
Esperamos por muito tempo. Devem ter passado horas. No final, resolvemos entrar nas ruínas de novo e nada deles. Decidimos ir para o carro.Pai tava xingando que a gente tinha que esperar na saida, fala serio. Quem mandou ele sair pela entrada. Depois a mulher que era fa do Roberto Carlos me viu e gritou: Giseeeeeellllllllaaaaaa. Tentei passar reto e ela gritou mais ainda. Giseeeeelllllllaaaaaa, sua mae ta te procurando. No meio da galera. Hermanito saiu de fininho e eu tive que ir la conversar com ela. Pai nao admitiu na hora, mas chorou de rir dentro do carro que eu sei.
Olha a gente ai na praia que nao tinha agua. Prometeram refri e nao cumpriram. Pra entrar no unico banheiro dali tinhamos que brigar com um gato que queria de todos os modos entrar no banheiro. Imagina a cara de felicidade da mae. Mas com tanto calor, eh natural que ele queira ir para o lugar mais fresco e beber agua de onde for.
Giselinha com sede, porecita. No meio do deserto.
Fomos para a praia pegar o barquinho. Todo mundo morrendo de sede e sem argent. Ninguem vendia refri, nem nada sem argent porque la nao tinha sinal para pagar com cartao. Tinhamos ficado sem almocar tambem. Vimos as ruinas pela agua. A ma educada que entrou na frente da filmagem eh uma das meninas que todo mundo no barco detestou. Isso porque quando disseram que a gente podia nadar, o guia nos disse que por favor nao atravessassem os corais. Tem tubarao la, arraia, barracuda e agua-vivas. Mas nem ela nem a irma respeitaram as ordens.
A vista das ruinas do mar.
pai nadando com snorkel. depois ele chamando a Giselinha pra nadar por ali tambem.
Falei pro pai obedecer o guia e ele foi bem obediente. Menos mal.
Eu queria entrar na agua, mas tava com nervoso de usar o snorkel entao perguntei pro cara se podia ir sem ele mesmo. E o doido do pai e eu fomos sem colete salva-vidas tambem. Na verdade, ninguem sentiu falta das meninas. So a mae. Nossa mae. Porque a mae das meninas nao tava nem ai. Tanto que o pai perguntou pra mae porque ela se importava tanto. Que deixasse que as outras se matassem e que voltassemos pra costa. Ai o guia vira pra mae e fala. Nem a mae delas ta se preocupando, por que a gente tem que se preocupar? O outro guia que tava na agua perguntou pro irmaozinho das meninas se sabia onde elas estavam. elas ja estavam em alto mar e nao dava pra ver dali. Ai o retardado diz que nao sabe que ia buscar. A mae, nossa mae deu um grito: Nao vai nada, volta pro barco ja! E o pai falava. Deixa, nao eh seu problema. Ai o coitado do guia teve que nadar atras delas. E elas nem voltaram por isso. Quando ele finalmente encontrou elas, ele praticamente carregou elas de volta. Elas, por sorte, estavam usando o colete. E quando ja estavam do lado do barco, o guia entrou no barco. Elas, sem se importar com nada, continuaram na agua. O outro guia que estava ja tomando conta do barco gritou com elas e no grito elas entraram no barco. Ai a mae delas falou: Filhas (com voz de pena) por que voces foram ate la no fundo? Nao ouviram o rapaz dizer que nao podia? E as duas, na maior cara de pau falaram que nao e ficou por isso mesmo. Ai olhei pra mae e disse. Se fosse voce ja tinha matado a gente. HAHAHAHAHAHAHA
Pra quebrar o clima de tensao. A gente se arrumando no barquinho.
O guia foi mais firme e falou todos os problemas que elas poderiam ter causado. Uma delas pediu desculpas, mas sem realmente sentir remorso. Se eu estivesse mais perto delas ja teria dado um tabefe. Pelo visto nao era a unica. Quando chegamos na praia, uma delas esqueceu a bolsa. E quando voltou pra pegar, ela meio que bloqueou a passagem dos outros que queriam sair: um casal e um amigo deles. O senhor mexeu a mao na intencao de bater na menina, mas a mulher dele segurou a mao dele e disse: Nao! Voce podia ver a cara de odio que ele tava. E xingou um monte as meninas. Mas elas nao tavam nem ai mesmo. Povo relax. Por isso que morre tanta gente no mar. Nem eh culpa do mar. Eh que o povo eh burro e quer abusar da sorte. No mar a mae queria que o barco fosse atras dela. Dei um grito nessa hora e falei: Voce nao vai expor a vida de todos que estao aqui por duas irresponsaveis. Alem do mais o barco passando pelo recife destruiria os corais que estao sobre protecao. A gente vai voltar pra costa e dali chamar a guarda costeira. Porque eh numa dessas que todo mundo na excursao acaba mal. Nessa nos atrasamos para devolver o carro na loja. Mas o pai e a mae se entenderam com o cara no final.
Reclamou, passou mal, mas bem que se divertiu.
















Hahaha, só risada. Primeiro nao entendi pq a mae deu uma voltinha na frente da camera. depois chorei de rir no silencio da Jo.
ReplyDeleteTodos perdidos ae, olha so no segundo filme os tiozinhos tamb nao sabem onde ir.
O Mario so risada, haha. Ainda bem q eu nao tava la p nao pagar mico.
Ainda bem q nao fui nesse passeio de barco. Putz, ja teria morrido ali mesmo de problema no figado. E teria xingado essas irresponsaveis de monte. Hoje em dia to com paciencia zero.
No final nao entendi q historia é essa de nao ter visitado can cun. Vcs nao ficaram la?
Os fígados queimados foram do pai (pela espera) , da Giss pelos chinelos, do Mario pelo stomachache... eu numa boa! hahahaha... Eu estava com medo que o Mario tivesse ficado pior e tivesse sido levado para o hospital.. Por isso meu desespero em buscá-los. Já o pai ficou esperando.. grrrrrrrrrr embora se assustou também e foi checar novamente.. fazendo o caminho até a entrada a pé.. com um sol de 45ºC.. Eu esperta, peguei trenzinho.. lol... Eu virei para que a Giss filmasse minha camiseta.. .era a caveira que dizia VIVA A VIDA!! hahahahah Giss estava brava..
ReplyDeleteEssa menina babaca que queria se afogar, eu estava que me segurava para dar uma cachetada.. o pai que me calmava.. eu queria gritar, xingar.. enfim...
Sobre Cancun.. para a próxima.. só para fazer 'isto que é vida'.. Mas a Giss não colocou que a gente curtia a piscina do hotel.. isso foi legal já que eu não entro no mar e aguantava o calor firme!